MICHAL NOWAK

Atualizado: 5 de Out de 2019

Conversamos com este artista polaco sobre as suas imagens arquitetônicas espetaculares.


A carreira de Michal Nowak começou há mais de 12 anos atrás, quando ele jogou com software 3D pela primeira vez. Após múltiplas experiências com animação, modelos de carros e simulações de partículas, decidiu ficar-se por criar visualizações arquitetônicas - com uma pequena ajuda do site 3D polaco max3d.pl.

Desde então, criou imagens impressionantes para 81.waw.pl, STUDIO.O e Christ Christ Architects

Michal tirou algum tempo para nos falar sobre a sua abordagem ao arch viz, como ele usa o V-Ray e como todos podem aprender com os mestres.



Que mudanças observou dentro da visualização arquitetônica desde que sua carreira começou?


O mundo da visualização é muito mais colorido do que há alguns anos atrás. Artistas contemporâneos competem com formas mais ousadas de apresentação. Por um lado, vemos uma grande atenção aos detalhes e ao fotorrealismo; por outro, temos produções sensoriais cheias de cores. Eu prefiro ficar algures no meio, talvez com uma leve tendência para os efeitos sensoriais.


Existem arquitetos ou artistas em particular que o inspiram?


A inspiração não surge exclusivamente de artistas. Lembro-me vividamente de uma situação em que preparei uma visualização para um dos meus clientes e estava muito feliz com o aspeto técnico do projeto. Ora, o cliente deu uma vista de olhas nas impressões digitais e perguntou-me: "E onde está a poesia?"; Isso realmente mudou a forma como eu encaro essa profissão.


O que mais gosta no arch viz?


Gosto de saborear o momento em que o prédio e os seus arredores me permitem inserir alguma emoção no trabalho, o que seria impossível sem o V-Ray. Mesmo uma configuração tão simples quanto o céu e o sol, tem muitas possibilidades criativas e a maior parte do meu trabalho é baseado neste sistema.


"Eu evito depender de modelos pré feitos para criar os meus projetos. Quero que sejam diferentes, únicos e mostrem algo novo, como um novo tipo de iluminação ou alguns detalhes incomuns. Sempre segui esta regra e acredito que resulta em imagens interessantes e clientes satisfeitos."
Michael Nowak , artista 3D freelancer

O que faz um bom cliente?


O meu tipo favorito de cliente é aquele que me aborda com um projeto já pronto e uma visão inicial, mas que permanece aberto às minhas sugestões e escolhe confiar em mim. Tenho sempre bastantes idéias para a apresentação do projeto e alguns elementos diferentes ou únicos. No entanto, por vezes o projeto simplesmente não permite isso ou o cliente não é muito flexível.



Como é que aborda uma nova imagem ou filme?


O primeiro passo é perceber o projeto e as expectativas do cliente, reunir todas as referências e preparar um moodboard. Começo por juntar imagens de referência relacionadas aos materiais básicos, iluminação, detalhes e à própria atmosfera. Fazer moodboards ajuda-me a focar-me na direção que eu escolher - e a impedir-me de mudar de ideias! Também me permitem, a baixo custo, ter desde o início uma idéia do projeto finalizado.

Às vezes, quando procuro inspiração relacionada com o assunto, nem sequer uso outras formas de visualização 3D. Por exemplo, quando eu estava a criar uma visualização para a Crown House (foto acima), procurei fotos da Escandinávia e dos fiordes. Também procurei fotos mais cinza e saturadas, como troncos soltos e atmosferas relacionadas. Com este banco de dados de imagens pude imaginar com precisão o resultado final do projeto.


O que é que gosta no V-Ray em relação ao arch viz?

Antes de tudo, a velocidade e flexibilidade - é como um foguetão! Mesmo que o projeto seja pesado e complicado e contenha muitos elementos, posso otimizar o V-Ray para garantir uma qualidade final decente num curto período de tempo.


"O meu fluxo de trabalho é baseado na manipulação de variantes e configurações de luz, e nunca me faltaram soluções e possibilidades ao usar o V-Ray. Tirei partido do V-ray para realizar a maioria das minhas visões e concluir centenas de projetos."
Michal Nowak , artista 3D freelancer

Tem alguma dica?


Treinar o olho. Devemos assistir e analisar constantemente as coisas que desejamos fazer e observar artistas famosos. Quando eu comecei as minhas aventuras em visualização, tive muitos problemas para escolher frames interessantes e apresentar a arquitetura de uma maneira clara e não exagerada. Eu observei e analisei obras de fotógrafos de arquitetura famosos. À medida que os olhos se acostumam a um certo tipo de enquadramento e apresentação, começamos a ver elementos consistentes e a entender como é que eles são feitos.

A experiência pessoal ensinou-me que nunca podemos ser o mestre quando se trata de gráficos. Há sempre algo novo a aprender ou aprimorar, e isso envolve tentativa e erro. É preciso continuar a fazer coisas, perseverar e nunca ceder aos pequenos momentos de fracasso. Eles vão passar e, eventualmente, contarão para algo realmente bom.


Qual vai ser o seu próximo trabalho?


Há já algum tempo que trabalho em colaboração direta com a OMI Media House enquanto artista 3D principal. Nós co-criamos projetos maiores em animação e filme. É um novo espaço para mim, com muitas oportunidades de desenvolvimento. Ao longo do último ano aprendi imenso e compartilhei o meu próprio conhecimento com outras pessoas. É uma experiência muito interessante.

Gostaria também de preparar tutoriais sobre alguns dos projetos no meu portfólio, pois recebi bastantes mensagens sobre meu fluxo de trabalho, ou sobre como lidei com um elemento específico. Outra grande ideia é organizar alguns workshops sobre visualização. Uma parte disso já está preparada, mas há ainda um longo caminho a percorrer, por isso atravessamos essa ponte quando lá chegarmos.



Traduzido por Maria Duarte

Artigo original em Inglês

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