DIAKRIT - Quebrando limites

Atualizado: 8 de Jan de 2019

O Director Criativo da New Construction - Zac Arato - limites e novos mercados


Fundada em Laholm, Suécia em 2001, a DIAKRIT fez evoluir a forma como as pessoas compram, vendem e arrendam no mercado imobiliário. Tudo começou com as revolucionárias plantas 2D e 3D para o mercado escandinavo, que incorporavam fotografia profissional de alta qualidade. 15 anos depois, os potenciais compradores podem personalizar e visualizar os seus sonhos com a ajuda de software como o D-Furnish, D-Navigator e D-Configurator.


Agora, com escritórios em Bangkok, Tailandia, aproximadamente 450 empregados espalhados por todo o mundo e mais de 2000 clientes, a presença da DIAKRIT é marcada a nível global. As suas soluções inovadoras atraíram a atenção da Rupert Murdoch’s News Corp, o que lhe permitiu a junção a família News Corp Australia em 2016.


São tempos de entusiasmo para uma empresa que procurou sempre romper os limites da visualização arquitectónica e encontrar novas formas de envolver o espectador.


Como começou a sua colaboração com a Diakrit?


A Diakrit estava a procura de um novo Director Criativo para o departamento New Construction. Apesar de a empresa estar sediada em Bangkok, eles precisavam de alguém que pudesse trabalhar no mercado Nórdico e Australiano. Acabei por encabeçar a lista dos candidatos porque sou natural da Austrália, e trabalho na indústria há imenso tempo. Eles apenas disseram "Yep, okay, perfeito, vais ser tu".



Porque escolheu a Diakrit o Bangkok para a sede da empresa?


A nossa equipa de produção sempre foi sediada em Bangkok, mas também temos escritórios nos países nórdicos e um em Beijing. A medida que fomos expandindo para novos mercados a volta do mundo, estrategicamente fez sentido fazer de Bangkok a sede da nossa empresa. Assim podemos ter a certeza que temos capacidade de resposta de produção - Bangkok oferece um grande numero de profissionais talentosos como desenhadores, artistas 3D e editores de fotografia. A medida que continuamos a expansão, Bangkok serve como um ponto de união para nós com a Ásia, Europa, Austrália e EUA.



Quais são as maiores diferenças entre o mercado Nórdico e o Australiano?


As maiores diferenças entre estes dois mercados são o estilo interior e os ângulos da câmara para representar a propriedade. Na Austrália eles tendem para uma representação mais minimalista, limitando os itens pessoais e dando-lhe aquele look de "não vivido". Em termos de ângulos de vista eles colocam a câmara onde sentem que esta favorece mais a imagem.


No mercado Nórdico, o estilo natural e "vivido" é muito importante. Itens pessoais são muitas vezes colocados na imagem para dar uma impressão e exemplo do estilo de vida que o comprador pode ter, onde os pontos de vista são fixos para captar o que o cliente quer ver.



Em que tipos de projectos trabalha habitualmente?


Fazemos todo o tipo de projectos, desde fachadas de casas até grandes torres. Neste momento estamos focados em projectos residenciais, mas estamos de olhos postos no campo do comércio e sector terciário no futuro. A grande fatia do nosso trabalho é composta por projectos de média-alta densidade de construção, desde vários edifícios numa área até grandes torres. Grandes propriedades são outra fatia, que por vezes incorporam parques também.



Pode partilhar connosco algumas decisões criativas que tomou nos projectos?


Implementei muitas decisões criativas em vários projectos ao longo da minha carreira, desde mulheres gigantes a sair de ecrãs, tendo a Alice no País das Maravilhas como inspiração, até esculpir a luz.


Penso que a indústria de visualização arquitectónica vai levar um grande empurrão, especialmente na Austrália, para começar a procurar formas de maior expressão criativa nos projectos, em vez do "Aqui está um render fotorealista, o seu catálogo tem um óptimo aspecto e o edifício também - mas não há um sentido criativo nisto tudo".



O que gosta acerca do V-Ray para este tipo de trabalhos?


Por norma, quando faço um render, não vou além da fase do Light Cache. Consigo ver mais ou menos tudo o que necessito apenas neste pass. Por vezes activo o render progressivo durante alguns minutos e isto é suficiente para ter uma ideia de como a imagem irá finalizar.



O V-Ray é um instrumento importante no mercado de visualização Asiático?


Na Tailândia, Malásia, Indonésia e Vietname o V-Ray é de facto gigante. Conheço inúmeras pessoas e empresas em vários países que utilizam apenas V-Ray. Uma pessoa em particular é um grande amigo meu, director criativo num estúdio na Malásia. Para ele, substituir o V-Ray seria impensável.



A DIAKRIT tem um departamento de realidade virtual. Qual acha que será o impacto desta nova forma de apresentação na indústria?


Neste momento temos uma série de soluções VR e de panoramas que produzimos para vários mercados. O que é interessante acerca destes meios é que trazem um novo nível de profundidade às nossas apresentações. Estamos a desenvolver novos produtos com a Gear VR, HTC Vive e HoloLens. É de facto inspirador ver todas estas tecnologias emergentes e experimentar novas formas de apresentação de projecto para os nossos clientes. Estamos a usar o V-Ray Stereoscopic Rendering, Unity e Unreal para impulsionar o desenvolvimento desses novos produtos.



Escrito por - Henry Winchester

Traduzido por - Filipp Obada

Artigo em Inglês


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